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Sob lema “Combate a VBG e ao Feminicidio” decorre a VI Reunião De Ministras/os Responsáveis Pela Igualdade De Género Da Comunidade Dos Países De Língua Portuguesa. Com a presença de representantes de todos os Estados-membros da CPLP, a reunião é presidida pela Ministra da Família e Inclusão Social de Cabo Verde, Maritza Rosabal. Na sua intervenção, a governante destacou os passos dados até agora por Cabo Verde, com destaque para a Lei da Paridade, aprovada na semana passada no parlamento nacional.

Para a ministra, a reunião de hoje servirá para que, de forma pragmática, se tomem medidas e estabeleçam ações concretas por forma a erradicar a violência de género e o feminicidio, a forma extrema de violência contra as mulheres e raparigas, relembrando que, a violência de Género é um fato e uma realidade e apesar dos esforços existentes ela existe e é preocupante pelo fato das mulheres serem quase 50% da população, em vários países.

Tudo isto para que as meninas cresçam num mundo livre e de iguais Direitos, para que as gerações vivam de forma livre e com todas as oportunidades, afirmou a ministra.

Congratulou-se com o trabalho realizado pelos pontos focais e com os esforços realizados nos dois dias em que estiveram reunidos, permitindo que as Ministras e representantes possam hoje deliberar num espírito de abertura, partilha e fraternidade, aproveitando as boas práticas e experiências de cada um dos países presentes.

Salientou que Cabo Verde, assim como outros países, vêm a alcançar grandes ganhos, mas há desafios, “o caminho é árduo, mas queremos executá-lo. O esforço de todos é uma mais-valia e espera-se esse envolvimento aos vários níveis,” afirmou a ministra.

Aproveitou ainda a ocasião para enaltecer o trabalho das ONG’s nesta temática, tendo em conta que estas foram impulsionadoras e desenvolveram os pilares para que fosse possível construir sociedades mais justas e igualitárias.

A reunião dos ministros responsáveis pela igualdade de género da CPLP, a decorrer na cidade da Praia, foi precedida da reunião técnica e termina na tarde de hoje com a declaração da Praia.design sem nome 40 744x552

O assédio sexual no trabalho é um problema social e tem de ser denunciado, afirmou a Ministra da Família e Inclusão Social, Maritza Rosabal, na abertura da Formação sobre “Prevenção e Combate de Assédio Sexual no Local de Trabalho”, que decorreu, nesta quarta feira, 30 de outubro.

Para a governante, esta formação é muito importante, tendo em conta a discussão da Lei de Paridade, prestes a ser aprovada na Assembleia Nacional. “Esta discussão vem repor o significado da palavra par, se somos par, somos iguais, e temos que dividir por igual todas as tarefas, mas também dividir o próprio exercício do poder”.

Aqui está a ser discutida uma questão que é o reflexo do exercício do poder, porque o assédio não é mais que a manifestação do exercício do poder, onde este é utilizado em beneficio próprio, seja de forma horizontal hierárquica ou intergeracional.

A ministra deixou um apelo à denúncia, relembrando que “Todas as mulheres, em algum momento das suas vidas foram assediadas num espaço de trabalho, mas nunca chega à denúncia, pois a mulher o trata como se fosse uma questão apenas dela, pois tem que ser vista como uma questão de todas as mulheres, e, portanto, é um problema social e não individual e que não estamos sozinhas neste caminho” afirmou a ministra.  

Lembrou ainda que o plano que irá sair desta formação é mais uma ferramenta para aprofundar as relações de igualdade de género. A igualdade de género é uma pré-condição para o desenvolvimento económico, e para isso, há que levar muito a sério esta questão. Banir o assédio dos locais de trabalho é um passo nesta caminhada de estabelecermos relações de igualdade.

Por ultimo, apelou para todos os participantes desta formação, aprofundarem juntos a questão e procurem agir, divulgar, consciencializar, trabalhar e fazer com que todas as mulheres tenham consciência da autonomia do seu próprio corpo.

A Formação sobre “Prevenção e Combate de Assédio Sexual no Local de Trabalho”, foi  organizada pela Associação Cabo-Verdiana de Luta Contra a Violência Baseada no Género em parceria com a Plataforma das ONGs de Cabo Verde, destina-se aos dirigentes da Administração Pública Central, com o objetivo de reforçar os conhecimentos dos participantes nesta matéria, com a intenção de se prevenir e combater casos de assédio sexual nas instituições e, sobretudo, promover um ambiente laboral propício para a igualdade de género.

Assédio Sexual Formação

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